Senhor Renato Freitas,
estive esta semana pensando nas suas perguntas e cheguei a alguns apontamentos.
A) No texto, objeto do nosso estudo, André Luiz afirma: “
“Vemos que a conjugação de ondas mentais surge, presente, em todos os fatos mediúnicos.”
“Atenta ao reflexo condicionado da prece, nas reuniões doutrinárias ou nas experiências psíquicas, a mente do médium passa a emitir as oscilações que lhe são próprias, às quais se entrosam aquelas da entidade comunicante, com vistas a certos fins”.
Compreendemos que á partir do momento, que uma entidade com vibrações superiores as nossas precisa se manifestar, a prece sem dúvida é um poderoso instrumento para que possamos aumentar as nossas vibrações e assim se “entrosar” com a entidade comunicante superior, dando inicio ao fenômeno. Entretanto, quando ocorre o contrário,ou seja, a manifestação de um “espírito sofredor”(= baixas vibrações), como entender o mecanismo mediúnico, sob o ponto de vista de sintonia, quando o médium aumenta suas vibrações através da prece para se “entrosar” com as baixas vibrações daquela entidade?
Em outros textos do mesmo autor, há uma abordagem a este respeito. Pelo que me lembro, a dificuldade de sintonia do médium ocorre sempre que este se comunica com um espírito superior a ele e não com um espírito inferior, pois, segundo estudamos, “o mais pode o menos, mas o menos não pode o mais”. Isto é semelhante aos relatos que temos em outros livros mediúnicos que nos apresentam o caso de espíritos superiores não serem vistos pelos inferiores, passando entre eles sem despertar nenhuma atenção, por razões de incompatibilidade de vibrações; conceito este semelhante, portanto, ao caso da conjugação de ondas. Contudo, os superiores conseguem perfeita e profundamente observar os inferiores, e em determinados momentos, abaixar seu padrão vibratório para se tornarem visíveis.
Acredito, assim, que à medida que o médium se aperfeiçoe, melhorando conseqüentemente seu padrão vibratório, este se torna mais flexível, podendo dar passividade tanto a espíritos superiores e compatíveis com ele, como a espíritos inferiores. O mesmo não acontece na situação contrária, conforme abordado no estudo desta semana.
B) A que André Luiz se refere na frase: (…)”quase toda a exteriorização fisiológica no intercâmbio pertence ao médium”(…):
Se refere apenas a voz e “maneira de falar”, peculiar ao médium, ou se refere a uma alteração quase que total, do conteúdo da mensagem do espírito comunicante,pelo médium?
Acredito que nesta expressão André Luiz não considerou o animismo, mas que deu ao médium a responsabilidade maior para o sucesso do intercâmbio mediúnico. Segundo o Livro dos Médiuns, e também conforme Andre Luiz, no fenômeno mediúnico a maior exteriorização de ondas (fisiológico) ou de ectoplasma pertence realmente ao médium. Ao espírito comunicante cabe por sua vez conduzir estes recursos da organização medianímica para os objetivos da reunião.
Cordialmente, Manuel Ferreira
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