henriette delforge para educar

Gente boa dessa sala. Eu costumo acompanhar , mas não falar(escrever).
Mas sobre este tema, resolvi falar um pouco. Tenho uma filha de 6 anos (quase completos), e na escola dela, que é católica e tradicional aqui da minha cidade, o Bullying começou na turma do ano passado, pré 3. A violência física, emocional e psicológica se confundiam na turma da manhã desta escola. E foi muito difícil compreender o que estava ocorrendo e agir. Mas consegui fazer com que ela não agisse violentamente, na maioria das vezes. Em outras ela se descontrolou, sim. E eu buscou conversar para cumprir o ano letivo até o final sem maiores problemas. É assustador saber que o bullying começa nesta idade, não é mesmo? E que alguns pais ainda acham sinônimo de personalidade…
Ocorre que, por força de outros acontecimentos ela foi transferida para a tarde, e para meu espanto, a turma da tarde a recebeu muito bem. Ela não enfrenta até agora, nada nem parecido com o que ocorreu no ano passado. as meninas mais violentas impediam as outras de levarem lancheira, chamando-as de bobas, burras, pobres, infantis…E de fazerem penteados diferentes. Elas só admitiam o rabo de cavalo! Vejam se pode?
A tarde, nada disso acontece. Ela está enfrentando os problemas normais do 1º ano do fundamental que já são muitos para eles: a leitura. O raciocínio. A aula em sala, e não mais no pátio brincando…Ou seja, estamos muito felizes em casa. Eu, ela e o pai. E acho que nossa amiga e companheira de estudos está com a razão. deve sim, manter suas crenças na não-violência e professá-las. A coordenação da escola de seu filho está, na minha opinião enagnada, mas não se espante, querida. Nem todos são capazes de compreender a paz em toda a sua extensão. Boa sorte. Que tudo se resolva da melhor forma possível.
Em 15 de março de 2010 14:01, rosemary ricci escreveu:
1) Proteger meu filho (que tem 12 anos) é caminhar junto à ele, inclusive com os problemas que fazem parte do mundo dele. Se ele é agredido na escola por exemplo, eu proucuro reunir os responsaveis dos envolvidos (pai, mae, tio) para resolver o problema juntos. Orientando que a atitude de violencia nao faz parte da minha conduta no processo de educação. Eu considero que uma experiencia de agressao fisica dentro de uma instituição escolar contra uma criança de 12 anos(por exemplo), deve ser sempre acompanhada pela presença dos pais. Estou vivendo essa experiencia no momento, um garoto de tb 12 anos e da mesma turma, torceu o dedo do meu filho de 12 anos causando dor. Fui ate a escola e ouvi da “Orientaçao” que estaria “superprotegendo” o meu filho, que situações como essas sao ‘comuns’ na escola e protegendo meu filho assim eu estaria tirando a oportunidade dele crescer. Eu nao vejo dessa maneira, porque ‘comum’ para mim é respeitar o outro, pois o respeito é uma pratica constante na minha casa, nao aceito isso como comum.
2) A superproteção para mim seria impedir que a mesma realizasse tarefas que uma criança de 12 anos pode fazer. Ou seja, quando o adulto toma a frente das atividades que uma criança poderia muito bem realizar sozinha, sem prejuizos a ela. E lembrando que cada caso é um caso e depende do contexto, na minha cidade por exemplo, sao 600 mil habitantes e o indice de violencia é alto, vejo crianças da mesma idade dos meus filhos andarem sozinhas, pegando onibus e talz, mas eu levo e busco meus filhos na escola.
3) Se a violencia é tida como ‘comum’, eu prefiro dizer que comum para mim é viver em paz, entao que os violentos se convertam em pessoas pacificas, pq eu nao aceito a condição contraria. Esse é um ponto de vista, que sempre retomo nas minhas discussões em reuniões, etc.
4) É preciso definir primeiro, o que seria considerado Superproteção. Buscar esse conceito na literatura, e verificar qual o conceito mais aceito. Depois, relacionar com as atitudes da criança para ver se realmente isso tem afetado o seu desenvolvimento e ainda que em algum aspecto da personalidade da crinaça transpareça esse afetamento, ainda assim é preciso tomar muito cuidado para nao fazer um julgamento errado.
5)Eu acredito que um pai/mae responsavel pela tarefa de educação e mais, comprometido com a missao que lhe fora confiada, consegue executar o seu papel, sem precisar se sentir culpado, basta dar qualidade aos momentos que estiverem juntos, mesmo no nosso mundo conturbado. Tem muitos pais que por inabilidade em educar seus filhos, usam a desculpa do tempo curto, facilitando a vida dos filhos por medo de eles se voltarem contra os pais. Os pais devem deixar bem claro quem é que esta no comando da educação.
ra.com.br
6) Cada pai e cada mae nao vieram com o manual de educação ao nascer, é mais facil enxergar o erro ou acerto do engenheiro, do dentista, do professor, porque estudaram para isso. Os pais erram e acertam, as vezes, no desespero de nao repetir os erros de nossos pais esquecemos que nossos filhos nao vivenciaram os ‘traumas’ vividos por nós (eu mesma tenho 43 anos), e acabamos construindo outros erros. O importante é nao esquecer que estamos no caminho da evolução e tudo que acontece é uma oportunidade de melhorarmos. Eu sempre peço ao Mestre Jesus que se coloque na frente de todas as coisas, que me de tranquilidade para resolver os problemas e que continue me orientando no trabalho de educação, que é o mais dificil de todas as tarefas a meu ver. Frequentamos a casa espirita e todos participamos da evangelização, nao somos perfeitos, por isso a constante busca.
Um abraço muito carinhoso à todos que participam dessa sala, e espero ter contribuido,
Rose
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